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Hepatites Virais: riscos de uma doença silenciosa.

Publicado em 28/07/2015
Imagem do Artigo Hepatites Virais: riscos de uma doença silenciosa.

Desde 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS) comemora em 28 de julho, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Caracterizadas por inflamações no fígado que alteram seu funcionamento, as hepatites podem evoluir para cirrose e câncer, se não tiverem o tratamento adequado. São doenças silenciosas, que por apresentarem sintomas iniciais similares aos da gripe - febre, dores no corpo, náusea e falta de apetite – são desconhecidas por milhões de portadores em todo o mundo.

O tipo mais grave da doença – Hepatite C - acomete cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil atualmente, e não possui vacina. Sua transmissão pode acontecer através de transfusões de sangue ou cirurgias, relação sexual sem preservativos, utilização de agulhas e seringas contaminadas ou mesmo de mãe para filho. O diagnóstico precoce evita o agravamento do quadro, segunda causa mais frequente de transplante hepático no Brasil e no mundo.

Por isso, a recomendação é tomar atitudes de cuidado básico, como: não compartilhar objetos — escovas de dentes, alicates de unhas, agulhas de acupuntura e aparelhos de barbear – e utilizar preservativos em todas as relações sexuais.  “Cerca de 1/3 dos casos de Hepatite B e C vem de salões de beleza e estúdios de tatuagem, dado preocupante que revela atitudes comportamentais aparentemente inofensivas, porém, perigosas.”, explica a Dra. Daniele Belline, Hepatologista do Hospital Novo Atibaia.

Confira os tipos mais comuns de Hepatites Virais

- Hepatite A

Adquirida através da ingestão de água e alimentos contaminados pelo vírus. Para prevenir, é importante lavar as mãos antes e depois de ir ao banheiro, antes das refeições, além de lavar corretamente frutas e legumes. A vacina contra a hepatite A é uma das mais seguras por ser praticamente isenta de reações e conferir 100% de proteção. É indicada para todas as crianças a partir de um ano de idade, em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. No adulto, não há limite superior de idade para receber a vacina.

Hepatite B

Adquirida, principalmente, através de relações sexuais sem preservativos e procedimentos estéticos em salões de beleza e tatuagem com material não esterilizado. Pode também ser transmitida através do uso de drogas injetáveis, e durante o parto de mães infectadas pelo vírus. A vacina contra a hepatite B é importantíssima, pois confere proteção contra um dos vírus de hepatite que pode se tornar uma doença crônica. É indicada para todas as pessoas, num esquema de três doses, sendo a primeira dada nas primeiras horas de vida, a segunda entre um e dois meses em relação à primeira dose, e a 3ª dose seis meses após a primeira. Não há necessidade de reforço. A eficácia da vacina contra a hepatite B é superior a 95%, podendo ser menor em populações especiais, como obesos, diabéticos, pacientes com insuficiência renal crônica, entre outras situações clínicas.

- Hepatite C

Adquirida através do contato com sangue contaminado, uso de drogas e agulhas compartilhadas e acidentes com material contaminado que perfure ou corte a pele. Antigamente, a transfusão de sangue oferecia perigo de contaminação, já que não era realizada triagem para hepatites nos bancos de coleta.